Eslovênia – Ljubljana, uma das menores capitais europeias.

Caríssimos amigos viajantes, espero que esteja tudo em ordem com vocês!

No post anterior, escrevi sobre minha day trip ao lago de Bled, certamente o lugar mais visitado pelos viajantes que exploram a menor das ex-repúblicas iugoslavas, a Eslovênia.

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Hoje é dia de escrever sobre sua igualmente diminuta, mas vibrante e acolhedora capital: Ljubljana.

Tive a grata oportunidade de visitar a capital eslovena no verão de 2005, quando mochilei pela primeira vez, aos 19/20 anos. A oportunidade foi grata, pois pude visitar a capital de um país que compunha a extinta Iugoslávia, mas foi muito ingrata quanto à temperatura. Sofri demais com os 42 graus do verão esloveno e, ainda mais, com os três lances de escada que tive que subir, com a minha mala, para chegar ao albergue onde me hospedei naquela ocasião.

Retornei a Ljubljana em 2014 e as diferenças entre a Ljubljana de 2005 e a Ljubljana de 2014 são evidentes; há muito mais viajantes do que antes, a cidade se preparou muito para receber e atrair aqueles que a querem conhecer e as opções de entretenimento na capital só fizeram aumentar. Quando lá estive pela primeira vez, imaginem, as “atrações noturnas” resumiam-se a apenas ao cassino e a um bairro boêmio estudantil, a leste da estação. Ademais, a moeda mudou dos Tólares eslovenos ao Euro.

Hoje existe até um bar no último andar de um prédio, do qual se tem uma vista incrível da cidade.

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Dessa vez, pude constatar que a cidade tem (ou adquiriu) uma personalidade e que, embora seja minúscula para os nossos padrões brasileiros (menos de 300.000 habitantes), tornou-se aquilo que os ingleses chamam de hub, ou seja, um check-point para viajantes; seja para aqueles que vêm da Itália e querem conhecer os Bálcãs, seja para quem faz o caminho inverso. A área central onde o tráfego de carros é proibido aumentou consideravelmente nesses últimos anos, fazendo com que a cidade seja ainda mais agradável para se passear. Só considero um pouco absurdo o uso excessivo de bicicletas; gente, Ljubljana não é Amsterdã e falta espaço até mesmo para os pedestres agora.

Nas duas vezes que visitei a Eslovênia, entrei no país via trem, partindo de Zagreb, na Croácia, sem paradas, e em uma viagem de apenas algumas horas. Nas duas vezes que saí da Eslovênia, rumo a Roma, também pela via férrea, fiz uma parada em Villach, na Áustria, sendo que a primeira foi bem mais sucedida do que a segunda.

Ljubljana é muito pequena e pode ser facilmente percorrida a pé. Tanto a estação de trem quanto a de ônibus situam-se na parte norte da cidade e, em menos de 15 minutos de caminhada se chega à sua parte central, onde estão localizados os principais bares, restaurantes, albergues e hotéis (e basicamente todo o resto). Ademais, a taxa de criminalidade é baixíssima, o que nos permite caminhar tranquilamente até o destino final. Todavia, estejam sempre atentos aos taxistas…sabe-se lá quanto poderiam cobrar por uma simples viagem!

A cidade tem duas atrações principais: a praça onde se situa a igreja franciscana da Anunciação e o Castelo de Ljubljana.

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A região onde se situa a igreja é o coração da cidade e é onde se encontra a famosa ponte tripla sobre o rio Ljubljanica, o qual corta a cidade ao meio.

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A partir de lá, seguindo o fluxo contrário ao do rio, chega-se a uma nova ponte, a ponte do açougueiro, a qual, infelizmente, tornou-se mais uma daquelas pontes nas quais o povo coloca cadeados. Atentem-se às interessantes esculturas lá dispostas.

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Continuando, chega-se à ponte dos Dragões. O dragão é um símbolo da Eslovênia. Acredita-se que Jasão, um dos fundadores de Ljubljana, e seus argonautas (todos esses oriundos da mitologia grega), tenham matado um dragão e por isso a simbologia. Também segundo a lenda, quando uma moça virgem atravessa essa ponte, os rabos dos dragões balançam. Todavia, até hoje, não há relatos históricos sobre esse acontecimento…não sei porquê. Só sei que, quando lá estive pela primeira vez, até trouxe um bicho de pelúcia em forma de dragão para a minha mãe, que os coleciona. Mas não é só de dragões que vive Ljubljana…há uma fonte em formato de canguru que me deixou confuso.

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Atravessando a ponte, com os rabos balançando ou não, e andando um pouco mais e virando à direita, chega-se ao funicular que conduz ao Castelo de Ljubljana, no alto de uma colina. Quando lá estive pela primeira vez, tínhamos que subir tal colina a pé e não havia nada de muito interessante a não ser a vista, a qual continua, obviamente, interessante.

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Hoje, todavia, além de contar com esse funicular, o Castelo é um museu interativo que recebe os visitantes com um breve filme sobre a sua história e a história da cidade onde se situa, além de exibir itens que representam a história da Eslovênia, desde os seus primeiros assentamentos humanos até os dias atuais, como membro da União Europeia. É um museu que agrada tanto a adultos ávidos por cultura e história quando às crianças (e adultos) da geração dos tablets, que gostam de brincar com qualquer tipo de jogo interativo.

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Lá há também um café e um restaurante, os quais não frequentei. O complexo é acessível a pessoas com deficiência e conta com banheiros, bebedouros, centro de informações turísticas e…loja de souvenires com preços exorbitantes e itens, na sua maioria, made in China.

Descendo do castelo, indo ao sul, seguindo a corrente do rio, chega-se à Catedral de Ljubljana, uma igreja muito bonita, mas um pouco escondida, e também pelo prédio da Prefeitura da cidade.

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Você pode continuar andando rumo ao sul….o que encontrará será algumas ruínas romanas (que encontrei da primeira vez, mas não nessa), prédios governamentais, como o Parlamento, a Universidade de Ljubljana (foto), e uma casa de espetáculos, além de inúmeros bares e restaurantes, de ótima qualidade, ao longo do rio.

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Em suma, Ljubljana é uma pacata cidade, uma capital agradável onde se pode passar duas ou três noites (incluindo um day tour para Bled) e continuar sua viagem, seja rumo à Europa Ocidental (à qual os eslovenos acreditam pertencer), seja rumo aos Bálcãs (aos quais os eslovenos realmente pertencem, mas não querem admitir).

Como povo, os eslovenos são bem menos amigáveis do que os meus queridos balcânicos. Eles querem ser austríacos e posso dizer que quase conseguem, até que lhes seja servido um copo de rakija!
Antes de concluir, outra bela canção eslovena, dos Siddharta!

Aos que se interessam mais por história, deixo o link de um documentário esloveno sobre a dissolução da Iugoslávia, iniciada pelos eslovenos.

Hvala pela vossa visita e até a próxima, meus caros viajantes!!!

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2 pensamentos sobre “Eslovênia – Ljubljana, uma das menores capitais europeias.

  1. Pingback: Ex-Iugoslávia: Um Guia Prático | Viaje por Dois

  2. Pingback: A capital europeia que deixa MUITO a desejar. | Viaje por Dois

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