2+1 = Roma “che ti fa bene”

E o que é Roma gente? Ok, Não tenho a pretensão de dar preciosas dicas turísticas sobre a capital do molho de tomate, mas tive inesquecíveis momentos em Roma nesse último feriado de Páscoa. Considerem Roma/Vaticano no feriado mais importante da Igreja Católica completamente tomada de gente do mundo inteiro se acotovelando por toda a cidade, mas foram momentos bem bacanas!

Além, claro das preciosas dicas do VIAJE POR DOIS para conhecer em 4 dias os mais legais pontos de Roma e de ficar chocado com tanta história, arte, gastronomia, sorvete e religião naquela cidade, aconteceram fatos bem interessantes, ou nem tanto, e que recomendo aos leitores que planejam visitar Roma na Páscoa.

  • Roma é daquelas cidades que vale a pena conhecer TODOS os pontos turísticos, por mais clichê que eles sejam. Não se intimide em tirar foto na Fontana di Trevi, de ir a todas as Piazzas, etc.

(clique nas fotos)

  • No dia da viagem, Londres estava bem vazia e gelada (ah vá!), e os tickets bem caros. Sim, a desastrosa Ryanair também fatura nesse feriado. Em resumo, fui checar que havia esquecido meu passaporte quando estava chegando ao Stansted Airport em Londres. Sim, erro primário e senti raiva de mim mesmo. Crianças, não repitam isso em casa!
  • Anoitecer da “Sexta-feira Santa” no Coliseu/Fórum Romano o Papa celebra a Via-Sacra, uma das datas mais importantes para a Igreja católica e reúne milhões de pessoas do mundo inteiro. Confesso, dá um nó na garganta quando o Papa chega e TODOS eufóricos gritando e aplaudindo um líder! Claro que na manhã do domingo também fui ao Vaticano, e a Basílica de São Pedro é impressionante. O assunto religião me interessa bastante e visitei Museu do Vaticano, Basílica, Catedral, etc. Vale a pena. Sério!

Coliseo Sexta-feira santa IMG_0469

Fiz um vídeo rapidinho que dá para sentir o que foi:

 

Aqui, algumas fotos do Vaticano:

  • Neste mesmo dia, antes de descobrir por acaso que o Papa estaria no Coliseu, matei algumas lombrigas no Lasagnam, um Fast-Food de lasanha! (Via Frangipane, 15-16. a algumas quadras do Coliseu e do Foro Romano). Nada de espetacular, mas por 5 euros você se diverte com uma lasanha, refrigerante e batata-frita! Mas o momento mais divertido da refeição foi na fila, onde uma típica Mamma Italiana com seus 3 garotos (marmanjos!) e o marido submisso discutiam sobre qual sabor de lasanha comeriam! É óbvio que a mãe ficou irritadíssima em se sujeitar a comer uma lasanha de rua e com batatas-fritas! Distribuiu beliscões entre os filhos e o coitado do marido, e decidiu pedir uma salada, porque jamais comeria esse lixo de comida e sim, ela disse isso ao dono do restaurante! Me contorcia de rir e adorei encontrar esse estereótipo da Mamma Italiana!
  • Um amigo me recomendou uma balada/festa GLS e lá fui eu! Sim, você também, tranquilamente proporia casamento a 85% do público da festa! GLAMDA (Via di Pietralata, 159). Um espaço bem legal, com uma vista diferente para um rio que passa bem atrás da balada e aquela “Italianada” toda!  Tópico sem muitos detalhes, mas apenas ressalto aqueles momentos de ansiedade de estar sozinho em uma balada em um país diferente. Ah! O corpo fala!
  • Domingo de Páscoa foi o dia oficial de visita ao Coliseu. Comprei o Roma Pass e não enfrentei a fila. Fone de ouvido e andar, andar, andar! O Coliseu é simplesmente chocante e por mais que pensemos que é só mais uma atração turística, temos que ir. É realmente só mais uma atração turística, mas o negócio é imponente! Vale a pena! Quando fui para o Foro Romano (logo em frente ao Coliseu e com o Roma Pass vale a mesma entrada), estava um sol danado – acho que a temporada da cinzenta Londres me fez desacostumar ao sol! Lugar interessantíssimo e vale perder boas horas descobrindo todas aquelas ruínas, passagens, jardins e fatos históricos da humanidade.
  • E a Villa Borghese? Infelizmente a galeria estava fechada, mas valeu pelo parque (detalhe ao cinema ao ar livre no Café do Parque). Neste dia desci a Via Veneto e fui para Piazza del Popolo.
  • No meu Jantar de domingo de Páscoa sozinho no Taberna del Corso, um restaurante bem delicia no início da Via del Corso, perto da Piazza del Popolo, elegi um forte candidato da minha real lista dos “Melhores molhos Carbonara da vida”. Tinha um casal italiano na mesa da frente que não parava de olhar para todos que entravam. Jantei sozinho e eles estranharam! Qual é? Nunca viajaram sozinhos? Ou eu realmente estava mergulhando no molho a Carbonara?

_DSC1224                                                                                                                   Piazza del Popolo

  • Sim, eles gritam! E você vai achar que estão bravos, mas é só um papo tranquilo de família. E eles dirigem como loucos.
  • Andando pelo charmoso bairro de Trastevere (ótimo lugar para andar e se perder em todas as ruazinhas, mas cuidado com os Italianos dirigindo), em frente a Basílica de Santa Maria (a mais antiga de Roma), como todos que estavam alí, comprei mais um sorvete e me sentei nas escadas da fonte.

Tinha uma artista de rua vestida de Pinocchio fazendo bolas de sabão para as crianças e ela jogou um monte em um grupo de freiras que estava passando. Tinha um trio de músicos cantando músicas típicas italianas. Tinha uma família (várias) tomando sorvete, mas duas meninas não conseguiam tomar o sorvete rápido e o pai dava lambidas no sorvete para ajudar. Tinha uma senhora de seus 50 anos, que comprou sorvete para a neta, se sentou e acenderam um beck para fumar. Tinha uma senhora assistindo o show pela janela de casa (no melhor estilo Julieta facts).

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  • Na Segunda-feira também é feriado, a Pasquetta para os Italianos. E nessa mesma Basílica, no finalzinho do dia, participei de uma celebração com representantes da Igreja Católica de boa parte do mundo! Com direito a tradução simultânea em cada trecho da leitura do Evangelho e apresentações musicais. Emocionante! E ganhei um verdadeiro ovo de páscoa.

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Enfim, Roma é fascinante e inspiradora! E bati a minha meta de visitas de Igrejas da VIDA! Vou pro céu (ou não).

(Artigo de André Castro, nosso colaborador durante o período em que morou em Londres.)

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