2+1= Keep Calm e não desgrude do dicionário

“Every time in my dreams, I feel you, I see you…” – cantou aquela uma enquanto o Titanic afundava; “And the Oscar goes to…” deixa anualmente o mundo aflito ao dizer quem está mandando bem no cinema. E mais recentemente, o chatíssimo “Keep Calm e blablabla”

Essa budega toda está em inglês. Tudo está em inglês!

Um dos principais motivos para eu fazer esse ano sabático é justamente eliminar um grande fantasma que assombra a vida profissional de MUITA gente que conheço: fluir uma boa, interessante, coerente e segura conversa em inglês. Abençoado seja o Google translator que tem mantido muitos empregos, garantido relatórios, apresentações e declarações de amor usando músicas gringas!

Para muita gente, não falar inglês fluentemente é um bloqueio de socialização e agora vejo que esse é um fenômeno mundial!

Além, dos “china” – que já dominaram o mundo -, as salas de aula, as calçadas próximas às escolas, os metrôs e os guichês de desconto para estudante, estão sempre LOTADOS de gente do mundo todo se propondo a aprender essa língua que homogeneíza o mundo. Nas cadeirinhas ao meu lado, esperando a Teacher Joanna entrar na sala, sentam-se pessoas da Itália, França, Alemanha, Azerbaijão, Arábia Saudita, e claro, os brasileiros. Ah, os brasileiros! E semanalmente é uma movimentação de gente nova nas salas. Um monte de gente do mundo todo que aproveita qualquer tempo do ano para vir estudar Inglês. E não só em Londres, pois lembro de também sentir essa movimentação em New York, e pasmem, em Miami Beach – destino certo para vários adolescentes que passam as férias na Flórida e “perdem” três horinhas diárias nas aulas.

– “É meu sonho falar em inglês” disse a coleguinha nova de sala. 

– “Nem vou tentar essa vaga de emprego. Eles exigem inglês fluente”, lembrei de outra coleguinha. 

Me parece (e eu sinto) que é como chegar ao Nirvana! Que o mundo está separado entre as pessoas que falam, ou não falam em inglês. E que se houver um rachão no mundo, ou se essa bimboca toda explodir, os fluentes terão uma fila preferencial para fazer a entrevista de entrada – ou não – no limbo. Que é objetivo de vida, desimpedimento, sinônimo de inteligência, etc.

Tá, eu sei… Mundo globalizado, conectado, empresas multinacionais, e existem cargos e funções que exigem essa habilidade. Sim! Acho fascinante esse fenômeno. 

Acontece que tem uma senhorinha bem fofa sentada ao meu lado no metrô e ela está gastando o seu “abatatado” sotaque britânico ao conversar com a colega de trabalho sobre como desejam que fossem seus cabelos, e eu fiquei feliz por entender que ela quer um corte de cabelo parecido com o da atriz Meryl Streep – só que eu ri. Coitada, vai ficar horrível esse cabelo na tia!

E tem uma fase estranha quando você se muda para Londres (e no meu caso, para entender em definitivo essa língua do capeta!): Você ouve todos os sons da cidade, já que não consegue compreender o que essa Torre de Babel está falando. São milhões de sotaques diferentes. Aproveite para exercitar sua capacidade de ouvir!

E também é válido fazer jogos: 

– DE QUAL PAÍS é essa adolescente loira, exageradamente disfarçando a pele cheia de acne, vestindo uma saia de paetês prata no domingo à tarde esperando um ônibus perto do Columbia Flowers Market, que está rindo com outras duas amigas? 

– E O QUE ESTÃO FALANDO esse grupo de amigos indianos, mas falando um fluente e rápido inglês no metrô, mas carregado de um sotaque impossível de ser compreendido? 

Me divirto fazendo isso 🙂

Resumindo esse post longo, acho que temos algumas soluções para o idioma – e não que eu esteja isento delas: 

– Intensifique as aulas semanais nos cursos de inglês da vida e foca!

– Largue tudo e VEM COMIGO! Certamente você vai encontrar as velhinhas conversando no metrô.

– Corte o cabelo que nem a Meryl Streep.

Se nada disso for possível (do cabelo da Meryl Streep é brincadeira, ok?), relaxe!

Trabalhe com o que você ama. Abra sua empresa e desencane. E durante as viagens, aproveite, keep calm e não desgrude do dicionário! 

Para o post ficar mais bonitinho, quero compartilhar também umas fotinhos. E um beijo pra minha mãe, pro meu pai, pra Sasha e outro especialmente pra vocë!

 

Carrossel - Londres

 

 

 

Mais uma foto para a minha coleção de Carrosséis. Este fica bem pertinho da London Eye e disputado aos finais de semana.

 

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A famosa Tower Bridge em Tower Hill Station (cuidado e não desça na estação London Bridge do Metrô). Boas fotos de momentos inesquecíveis também fazem parte desse tipo de viagem! 🙂

 

 

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Carnaby Street em Soho! Durante o dia, lojinhas bem interessantes e restaurantes descolados. Para o começo da noite, alguns PUB’s tradicionais, e para a noite aproveite o ZEBRANO. Um bar/balada bem cool cheio de Ingleses (e alguns estrangeiros) doidos para aprender o gingado brasileiro dançando! 🙂

 

 

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“This is London, baby!” Em vários momentos como esse, digo isso em desabafo aos meus amigos, ou reflito comigo mesmo. Em Londres tem gente fazendo, pensando, construindo, andando, arrumando, apresentando DE TUDO. Inclusive uma sessão de moda no metrô.

 

 

(Artigo de André Castro, nosso colaborador durante o período em que morou em Londres.)

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