Grécia – Delphi e Arachova

Caros viajantes, depois de um tempo sem postar (afinal, além de escrever o blog, eu trabalho), finalmente consegui voltar.

Espero que todos estejam gostando dos relatos sobre a incrível Athenas e que estejam se encantando a cada post, assim como eu me encantei por lá.

Todavia, hoje deixarei Athenas de lado (apenas até o próximo post) para falar de duas cidades que visitei, também na Grécia, em um day tour: Delphi e Arachova.

Quando visito cidades não distantes de onde estou hospedado, prefiro ir por conta própria. Todavia, a situação na Grécia estava um pouco confusa por conta dos protestos e das greves e, por esse motivo, optei por fazer uma viagem organizada para essas duas cidades.

O ônibus partiu de um hotel bem próximo ao meu albergue, às 8h10. Fui o último a pegá-lo e não éramos muitos: um casal de ingleses, uma família indiana (pais e filha), um italiano e outro cidadão inglês, os dois últimos eram também mochileiros e, na volta, viemos falando de experiências de viagens.

A viagem até Delphi durou cerca de duas horas e, no caminho, conforme deixávamos Athenas, a guia foi nos contando várias histórias interessantes.

Uma que me chamou atenção foi sobre a origem do nome da cidade de Athenas. De acordo com ela e com a mitologia grega, a deusa Athena e o deus Posseidon competiram entre si para que fosse definido quem seria o patrono da cidade.

Para tentar conquistar a população, Posseidon deu à cidade uma fonte de água. Todavia, a água que saia dessa fonte era salgada e, portanto, imprestável. Já a deusa Athena deu à cidade uma oliveira, da qual os cidadãos poderiam extrair não apenas seus frutos, mas também o azeite. Os habitantes preferiram a oliveira e então escolheram como patrono a deusa Athena e a cidade passou a se chamar Athenas.

Reza a lenda que Posseidon ficou tão contrariado (para não dizer outra coisa) com a decisão, que fez com que a cidade de Athenas tão tivesse fácil acesso à água (e, de fato, a cidade carece de água potável). Segundo a guia, desde o Imperador Adriano até o ano de 1929, os habitantes de Athenas coletavam água de um lago chamado Maratona.

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Depois, a água dele oriunda passou a ser insuficiente para a cidade, que já estava virando metrópole. Então tiveram que coletar água de outro lago. Mais recentemente, um lago artificial teve que ser construído para abastecer a agora metrópole de Athenas.

Depois de uma parada estratégica no meio do caminho, chegamos a Delphi, ou melhor, ao sítio arqueológico de Delphi. Felizmente a quantidade de turistas não era grande e pudemos explorar todo o sítio à vontade.
Todo o sítio é incrível, mas eu acho que estava esperando mais do que ele realmente é. Fui para lá acreditando que em Delphi existia um oráculo, um tempo onde se podiam consultar os deuses. Descobri que, na verdade, todo o sítio arqueológico de Delphi é um oráculo.

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Os gregos que queriam consultar seus deuses iam até lá para refletir sobre suas dúvidas e para fazer perguntas aos seus deuses. A guia nos disse que em Delphi os cidadãos podiam olhar mais para cima do que para si próprios e podiam contemplar a criação divina e, a partir de então, encontrar soluções para seus problemas. Nesse ponto não posso discordar, pois as vistas que se tem de Delphi são de tirar o fôlego e a contemplação é inevitável.

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Um ponto interessante e que se encontra não muito longe da entrada do sítio é o “umbigo do mundo”, uma rocha que sinalizava a região central do mundo e onde se concentrava a energia do mundo. Achei bem interessante a teoria, até saber que a rocha que estava lá para simbolizá-lo não era mais a mesma e que a posição da rocha havia mudado. A rocha original está no museu arqueológico. Aí nada mais fez muito sentido.

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Fui andando por diversos templos até chegar ao ponto mais alto, onde se localiza o Estádio de Delphi. De lá desci até encontrar os demais do grupo para visitarmos o museu, a poucos metros do sítio arqueológico.

O museu conta com relíquias que estavam anteriormente no sítio arqueológico, é digno de visita e tem wi-fi de graça! (A experiência teria sido melhor se não fosse a família de indianos entrando na minha frente para filmar e fotografar absolutamente tudo. A filha com uma máquina fotográfica, o pai com uma filmadora e a mãe com um tablet…pra que, né?)

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Depois de visitarmos Delphi paramos para almoçar e, na volta, fizemos uma última parada na cidade de Arachova. A guia nos deixou, estrategicamente, na frente de uma loja de souvenires, mas eu aproveitei para escapar e conhecer um pouco melhor essa pequena cidade muito agradável que, durante o inverno, é uma estação de esqui.

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Chegamos por volta das 20h em Athenas e ainda aproveitei para dar uma circulada pela área de Sintagma antes de dormir e me preparar para a minha despedida da cidade.

Espero que tenham gostado do relato. O próximo post será o último sobre Athenas e então vocês saberão qual foi meu próximo destino.

Até a próxima!

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Um pensamento sobre “Grécia – Delphi e Arachova

  1. Pingback: Athenas – Parte final – Omonia e Evangelismos | Viaje por Dois

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