Grécia – Atenas – A região de Sintagma

Yειά σου, caros amigos e viajantes!

Espero que todos tenham gostado do meu último post, sobre a fascinante capital grega ou, mais especificamente, sobre a região ao redor da Acrópole.

Para facilitar, preferi colocar de lado a narração cronológica que estava fazendo até aqui e dividir Athenas em regiões, tendo como referência as principais estações de metrô.

Já que mencionei as estações de metrô de Athenas, cumpre salientar que elas são uma atração à parte. Além de serem limpas, organizadas, espaçosas e de fácil acesso (de todas as cidades europeias que já visitei, apenas o sistema de metrô de Moscow e o de Praga chegam perto do de Athenas nesses quesitos), elas são verdadeiros museus subterrâneos. Para exemplificar, seguem duas imagens, a primeira da estação Acrópole e a segunda, da estação Sintagma.

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É justamente sobre a região ao redor da estação de Sintagma que escreverei hoje. Tenho certeza que esse nome se tornou conhecido de todos os que acompanharam as notícias internacionais e que assistiram às cenas de batalha na capital grega durante os protestos do povo contra as medidas de “austeridade” adotadas pela Troika, um governo fantoche imposto pela União Europeia (e pela Alemanha de Merkel) ao país em crise, para alegria dos bancos, que continuam faturando.

A estação de Sintagma fica na praça de mesmo nome e que se situa imediatamente na frente do prédio do Parlamento Grego. Era nessa área e nas suas redondezas que os enfrentamentos entre manifestantes e a polícia ocorriam, quase que diariamente. Para os que não se lembram ou não acompanharam tudo isso, um belo vídeo com uma bela canção sobre os protestos.

Aos que querem se aprofundar mais sobre os debates acerca da crise grega, recomendo este documentário.

Quando amigos e familiares souberam que visitaria a Grécia nesse período ainda conturbado, pensaram que eu havia enlouquecido de vez, ainda que a pior fase dos protestos já tivesse passado. Confesso que a minha maior preocupação não eram os protestos em si, mas os efeitos da crise para os viajantes: greves gerais consecutivas (especialmente do transporte público), interrupção por tempo indeterminado das linhas internacionais de trem e etc.

Meu objetivo, além de desvendar a histórica capital, era o de saber como estava realmente a Grécia depois de toda a tormenta e de sentir como estavam os ânimos por lá. Exatamente por conta desses possíveis contratempos, tinha um plano B (com a ajuda de um site sobre as greves no país), que não precisou ser usado pois, durante minha estada, só presenciei um protesto grande, mas não violento.

O primeiro lugar digno de visita da região é o próprio prédio do Parlamento. Todavia, o que mais chama atenção não é o prédio em si, mas os famosos guardas gregos que o protegem. As suas roupas são bem peculiares, mas os passos que eles dão durante a troca da guarda superam tudo. A troca da guarda acontece a cada hora, mas a grande troca só é vista aos domingos, às 11 horas.

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Eles bloqueiam a avenida em frente ao Parlamento e, da lateral do prédio, sai toda a tropa marchando, ao som de tambores, até a sua fachada. A partir daí ocorre uma longa cerimônia que culmina com a troca dos dois guardas que estavam lá por outros dois que acabaram de chegar.

Pode-se dizer que é muito barulho por nada, mas, como não tinha muitas opções às 11 da manhã de um domingo de inverno em Athenas, até que valeu à pena (tenham em mente: troca de guarda quase sempre é cilada!). Outra atração digna de nota foi um homem, na avenida em frente ao Parlamento que, durante a troca da guarda, balançava freneticamente uma grande bandeira grega. Se a “atração” é fixa ou não, não tenho ideia.

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Perto de lá, almocei no restaurante mais recomendado da região, de acordo com o guia de viagens que uso, o Lonely Planet (um guia que contêm mais informações práticas e menos fotos supérfluas do que outros que conheço. Se vir um desses guias nas mãos de alguém pelas ruas, terá uma certeza: é mochileiro).

O restaurante se chama Tzitzikas & Mermingas. A comida é excelente, o atendimento é de primeira, o preço é razoável e o ouzo (aperitivo à base de anis, típico da Grécia) e a sobremesa são cortesia da casa (pelo menos para mim)!

Na região de Sintagma, recomendo uma vista aos jardins nacionais, logo atrás do Parlamento. Para os que apreciam a natureza e as plantas, a diversidade é enorme e a diversão é garantida. A área ao redor dos jardins também é onde se instalaram muitas embaixadas em Athenas, e foi justamente lá onde encontrei um protesto cercado por incontáveis carros de polícia.

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Na mesma área se localiza o Museu Benaki, outro ponto imperdível de Athenas. As obras que enriquecem o museu vieram de uma coleção particular e englobam todos os períodos, desde a Pré-História até a Idade Contemporânea. Os destaques, para mim, foram os pertences de Eleftherios Venizelos e a primeira bandeira grega com o desenho que está em uso até hoje.

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Outro museu interessante nas cercanias é o Museu de Arte Moderna. Os frequentadores de museus desse tipo sabem que deles pode-se esperar tudo. As obras que estavam em exibição durante minha visita eram muito interessantes, especialmente uma intitulada “Bandeiras Mortas”. A obra era composta, basicamente, por bandeiras de países europeus que não existem mais, espalhadas pelo chão. Em destaque, bandeiras Iugoslavas.

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Para concluir, recomendo outros três lugares a serem visitados nessa região, entre a estação Sintagma e a estação Panepistimio. Na verdade, esses três lugares se encontram na mesma avenida, a Eleftheriou Venizelou: a Catedral Católica de São Dionísio, a Academia (Universidade) de Athenas e a Biblioteca Nacional.

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Obrigado, mais uma vez, a todos os seguidores e viajantes!

Em breve publicarei mais sobre a bela Athenas!

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Um pensamento sobre “Grécia – Atenas – A região de Sintagma

  1. Pingback: Athenas – Parte final – Omonia e Evangelismos | Viaje por Dois

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