Grécia – Atenas – A região da Acrópole

Caros viajantes, estou de volta para um novo post sobre o segundo país (ou terceiro, se a República Turca do Norte do Chipre for levada em consideração) visitado no meu mochilão que começou em novembro de 2012 e terminou em janeiro de 2013: a incrível Grécia!

Durante minha estadia de cinco noites estive quase todo o tempo em Athenas. Só deixei a cidade para fazer um day-tour para Delphi. Aos que querem visitar Atenas, diria que esse é um período de tempo ideal para visitar o que há de mais importante e algumas outras atrações sem pressa e para curtir o clima (hoje mais conhecido como vibe) local.

Cheguei em Atenas pelo Aeroporto Internacional Eleftherios Venizelos, em um voo de aproximadamente duas horas da Aegean Airlines, vindo de Larnaka, no Chipre. O aeroporto é distante do centro, mas, graças às Olímpiadas de 2004, ele está ligado ao sistema de metrô.

Até a estação Acrópole, a mais próxima de onde me hospedaria, são 16 estações e só é necessário fazer troca de linhas (da azul para a vermelha) na penúltima, Sintagma. O preço do metrô que parte do aeroporto é mais elevado, mas é a forma mais confiável e segura de se chegar ao centro (não confiem muito nos taxistas gregos).

Chegando à estação Acrópole dirigi-me ao albergue onde ficaria, o Athens Backpackers, distante duas quadras. Menciono o nome do albergue pois, para os viajantes como eu, que querem economizar e que valorizam mais a experiência do que o luxo, vale muito a pena. O preço é adequado, os quartos são limpos, o café da manhã (básico) está incluso e a localização é perfeita.

Fiquei em um quarto que acomoda seis pessoas e que possui um banheiro próprio (essa vantagem só quem é mochileiro vai entender…). Ademais, do terraço do albergue tem-se uma bela vista do Parthenon! A única coisa que não gostei foi o fato de os proprietários serem australianos e não gregos e, por esse motivo, o Καληνύχτα que disse quando cheguei foi em vão.

Próximo ao albergue se encontram também uma lavanderia e um restaurante com desconto para os hóspedes e com atividades de integração, o que, mais uma vez, é fundamental para nós mochileiros. Como cheguei de noite, não pude ver muitas coisas, só comi uma pizza, tomei uma cerveja Μύθος (Mythos) e fui dormir.

No dia seguinte comecei a explorar Athenas pelo seu ponto mais emblemático: a Acrópole. Cheguei na hora da abertura e fiz bem, pois não havia ninguém por lá além de duas espanholas que chegaram junto comigo. Pude explorar toda a Acrópole e tirar fotos de tudo sem aquela horda de turistas na frente.

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O Parthenon é, sem dúvidas, o local mais imponente e impressionante, mas existem outros templos e monumentos ao seu redor, como o Erecteion, o Propileus e o Templo de Athena Nice. Fiquei lá por umas duas horas e tirei muitas fotos, mas durante a maior parte do tempo fiquei apenas sentado em uma rocha qualquer contemplando tudo aquilo.

É simplesmente arrepiante e emocionante pensar em todas as pessoas, decisões e pensamentos que marcaram presença nesse lugar e que influenciam até hoje nossa forma de conceber inúmeras coisas. Eu não me considero uma pessoa sensível, mas a Acrópole me marcou de uma forma indescritível e inesquecível.

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Além de todos os monumentos que estão na Acrópole, a vista de é de tirar o fôlego. De lá se pode ter uma ideia de como é Athenas e onde estão os pontos mais interessantes a serem visitados para programar o que será percorrido quando for a hora da descida.

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A hora da descida para mim foi quando um grupo grande de turistas chegou. Assim que desci rumei ao Templo de Zeus no Olimpo, passando pelo Teatro de Dionísio (ainda na Acrópole) e pelo Arco de Adriano (fora da Acrópole). Uma dica importante: o ingresso para a Acrópole (€12) dá direito a visitar outros monumentos, como o Templo de Zeus no Olimpo, a Ágora Romana e a Ágora Antiga (mas isso não é claramente informado)!

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O Templo de Zeus é outro lugar que me impressionou de uma forma indescritível. Pouco sobrou do templo em si, mas o que sobrou, menos de 20 colunas, dá uma ideia da magnificência do lugar. As colunas, apesar de serem enormes e muito pesadas, são detalhadamente trabalhadas. A única coisa que me desagradou no lugar foi um cão que estava muito nervoso e me atrapalhou na hora de tirar uma foto. Ele acabou saindo na foto e eu, não.

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De lá parti para o Estádio Olímpico Panathinaikos e no meio do caminho passei pelo Cinema Aigli, no meio dos Jardins de Zappeio. É um cinema a céu aberto que, na hora da minha passagem, não estava aberto. Na avenida entre o Templo e o Estádio vi a modernidade e a precisão dos trans gregos, o que acredito ser um legado das Olimpíadas, bem como a famosa imprudência dos gregos ao volante.

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O Estádio Olímpico foi usado para os Jogos Olímpicos de 1896, os primeiros Jogos da era moderna e, mais de um século depois, foi usado para a parte final da prova da maratona das Olimpíadas de Athenas de 2004. O ingresso não é barato, mas te dá direito a um audio guide.

O guia te conduz por todo o Estádio, chamando a atenção para os pontos mais significativos da pista e da arquibancada, como as cadeiras especialmente projetadas para o Rei e a Rainha, quando a Grécia era ainda uma Monarquia. A vista da parte mais alta das arquibancadas é incrível, pois a Acrópole não está longe e pode-se ver melhor, na praça em frente ao estádio, o símbolo das Olimpíadas de 2004.

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Além da parte aberta do Estádio, passa-se por um túnel por onde desciam os atletas na cerimônia de abertura dos Jogos e, ao seu fim, chega-se ao um pequeno museu, com vídeos marcantes da história olímpica e, por fim, uma sala com as tochas e os pôsteres de todos os Jogos. É tudo muito interessante e a sensação de estar lá é incrível.

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Antes de ir embora, o visitante ainda tem a chance de tirar uma foto em um pódio colocado no final da pista e, ao lado, colunas de mármore registram todas as sedes dos Jogos, desde Athenas 1896 até Londres 2012 e o nome de todos os presidentes do Comitê Olímpico Internacional.

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Voltando para a região mais próxima de onde estava hospedado, depois de dar uma volta por Sintagma e almoçar (isso fica para o próximo post), um senhor se aproximou de mim falando grego. Disse em inglês que não era local e ele ficou surpreso. Disse que eu parecia um good greek boy, o que achei divertido. A confiança aumentou quando eu disse que era italiano e ele disse stessa faccia stessa razza (um provérbio usado mais pelos gregos para dizer que italianos e gregos são o mesmo povo). Ele me recomendou ficar atento aos que querem roubar os turistas e me aconselhou a visitar o Museu da Acrópole, que era para onde iria.

No Museu da Acrópole, exatamente ao lado da própria, fui mais uma vez fui surpreendido por tudo o que vi. Sabe tudo aquilo que já foi visto em livros de História do colégio? Está lá! Pelo que pude entender, o que não está na Acrópole, está lá. É um museu moderno, cheio de ótimas informações e de obras únicas, além de um café e de uma loja de souvenires a preços razoáveis. É um dos pontos imperdíveis da capital, mas, infelizmente, não é possível tirar fotos dentro dele.

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Assim termino a primeira parte do relato sobre a minha visita a uma das cidades que mais me marcaram nesses anos de viagem, a incrível Athenas.

Até a próxima!

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5 pensamentos sobre “Grécia – Atenas – A região da Acrópole

  1. Olá, parabéns pelo site, muito bacana. Me tira uma dúvida: o ingresso para a Acrópole inclui também o museu de Acrópole ou este deve ser comprado à parte?

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  2. Olá, Joana!
    Muito obrigado pela visita e pelo comentário! Espero poder ajudar com suas dúvidas!
    Estive em Athenas por cinco noites (sendo que em um dos dias fiz um day tour para Delphi), não a achei cara (mas leve em consideração que estive lá na baixa temporada, em dezembro) e me comuniquei em inglês sem problemas.
    Muitas partes da cidade eu percorria a pé (Monastiraki, Sintagma e Acrópole), até porque meu albergue era aos pés da Acrópole, porque gosto de caminhar e porque acordava cedo e voltava tarde ao albergue. Todavia, em outras partes é melhor chegar de metrô para que não se perca tanto tempo no deslocamento, viabilizando a visita a mais lugares.
    Sobre os lugares visitados, todos estão nos meus posts sobre a cidade, dê uma olhada aqui https://viajepordois.wordpress.com/category/europa/mediterraneo/grecia/athenas/. Não visitei apenas os principais lugares, mas incluí outros, pela disponibilidade de tempo.
    Mais uma vez, obrigado pela visita!

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  3. Olá 🙂
    Estou a pensar ir a Atenas e gostava de falar com alguém que já lá tivesse.
    Primeiro gostava de saber como são os preços tanto de comida como de metros, etc. É uma cidade que se faz bem a pé ou temos que recorrer a transportes públicos para a poder visitar? É fácil comunicar com os gregos em inglês? Quantos dias durou a sua viagem e o que é que conseguiu visitar?
    Se me pudesse responder a estas perguntas ficaria muito agradecida 🙂
    Muito obrigada 🙂

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  4. Pingback: Athenas – Parte final – Omonia e Evangelismos | Viaje por Dois

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