Chipre – Larnaka

Caríssimos amigos e seguidores, é com muito prazer que vejo nascer este blog de viagem escrito a quatro mãos! Depois de muitas conversas com minha amiga Monika, o site está finalmente no ar!

Minhas publicações no Facebook enquanto estou fora do Brasil e minhas histórias de viagem fizeram com que meus amigos exigissem que eu começasse um blog de viagens, e até mesmo que eu escrevesse um livro, para que pudesse relatar tudo aquilo pelo qual passei depois de ter visitado mais de 30 países, a maioria deles do Leste Europeu.

Viajo quase sempre de forma independente, não respeitando os tradicionais guias de viagem e os tradicionais pontos turísticos vendidos por revistas e guias acessíveis a todos. Pelo contrário, busco sempre ter um contato mais direto com a população do país que visito, pois só assim se pode realmente conhecer a terra que se visita.

Não pretendo que as minhas publicações neste site sirvam como guia para uma pessoa que queira visitar as terras que visitei, já que para isso existem inúmeros sites e livros. Buscarei apenas relatar aquilo que vivenciei e espero que, a partir das minhas experiências, vocês leitores decidam se vale ou não à pena visitá-las.

Começarei minhas postagens narrando uma das minhas mais recentes e inusitadas experiências de viagem. Não começarei pelo incrível Leste Europeu, como se poderia esperar, mas pelo Chipre.

Sei que hoje está em voga falar dessa magnífica ilha, não pelos seus belos litorais ou pelos seus sítios arqueológicos, mas pela crise econômica, pelas intervenções absurdas da União Europeia e pelo enorme fluxo de dinheiro (de origem escusa ou não) dos russos.

Resolvi visitar essa bela ilha/país no meu mochilão de 2012-2013 e lá fiz minha primeira parada, depois de uma longa escala no grande e famoso aeroporto de Heathrow. Exato, viajei por umas 11h de São Paulo a Londres para depois atravessar a Europa inteira em um voo de 5h até Larnaka, no Chipre.

Vale salientar que o aeroporto de Heathrow é uma maravilha para quem possui passaporte biométrico da União Europeia. Basta inserir seu passaporte em uma máquina, olhar para uma câmera e as portas se abrem automaticamente, sem a necessidade de falar com pessoas da alfândega ou de pegar filas!

Resolvi ir ao Chipre, pois sou fanático pelos Bálcãs e tinha estado na região em outro mochilão, um ano antes. Naquela ocasião fiz muitos amigos entre sérvios, croatas e bósnios e queria revê-los e também aproveitar para visitar países da região que ainda não havia visitado, como a Albânia, a Macedônia e a Grécia.

Já que iria para a Grécia, porque não visitar também o Chipre, que é tão próximo tanto física quanto culturalmente da Grécia? (sou assim, sempre que penso em um roteiro sempre dou uma olhada no que há ao redor para dar aquela esticada na viagem)

A chegada ao país foi tão emocionante que consegui ouvir os aplausos de uma senhora cipriota em uma poltrona não tão distante da minha, embora estivesse escutando a bela canção “La la love”, de Ivi Adamou, no meu celular, durante a aterrissagem.

Larnaka não é a capital do Chipre, mas uma cidade litorânea ao sul que hoje abriga o aeroporto internacional. O antigo aeroporto internacional situava-se na capital do país, Nicosia (Lefkoşa para os turcos), que hoje é uma cidade dividida por motivos que explicarei quando escrever sobre a capital cipriota.

Chegando em Larnaka, cidade que não tem albergues fora de temporada, hospedei-me em um hotel que não possuía TV que funcionasse, acesso à internet ou água quente. Viver sem os dois primeiros OK, mas não poder tomar um belo banho depois de quase um dia de viagem me deixou relativamente puto.

Tendo reclamado com o recepcionista cabeludo do hotel, em poucos minutos vi que, de fato, não teria TV, wi-fi e nem água quente no meu quarto. Restava-me apenas comprar algumas cervejas KEO no mercado mais próximo, tomá-las e dormir.

No dia seguinte tive água quente, mas não a TV e muito menos o wi-fi. Como havia acordado bem cedo, em decorrência do fuso-horário, aproveitei para visitar a cidade. Era dia primeiro de dezembro (sábado), mas, por incrível que pareça, fazia um calor acima dos 25 graus. Senhores de mais idade passeavam pela orla em suas bicicletas ou motocicletas enquanto a cidade se mostrava surpreendente.

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Na orla se viam muitos hotéis de frente para o mar e cafés muito agradáveis, onde inclusive comi um croissant e tomei um cappuccino, para começar o dia. Via-se, ademais, a prefeitura, curiosamente instalada num prédio onde no térreo funcionava um KFC. Foi também numa loja da orla que comprei minha bandeira do Chipre (com vinte centavos de Euro de desconto!), item indispensável em qualquer país que visito, já que sou colecionador de bandeiras.

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Andando pela orla cheguei ao Castelo da cidade, uma fortificação à beira-mar muito preservada, mas que estava fechada para visitas. De qualquer forma, sua beleza e imponência se fazem notar, ainda que de fora.

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Segui então para a parte mais afastada do litoral e foi então que encontrei a Igreja de São Lázaro (os cipriotas são ortodoxos gregos), onde está o túmulo do Santo, mas não seu corpo (?) e de lá, depois de apreciar uma funcionária limpando as ruas ao redor da igreja, fui andar pela parte menos turística e ainda mais distante do litoral para presenciar os cipriotas no seu quotidiano de compras em pequenas feiras.

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De lá fui até o ponto de ônibus na frente do café onde havia tomado meu café-da-manhã para pegar o ônibus das 11h30 e visitar a cidade da festa no Chipre, onde multidões de jovens (principalmente ingleses) se juntam para beber, beber, beber, vomitar e beber mais um pouco: Ayia Napa!

Mas isso fica para o próximo post. Todavia, antes de ir, deixo o vídeo de um episódio do reality show britânico “Sex, Sun and Suspicious Parents”, no qual os pais vão atrás dos filhos em viagem de férias para ver o que estão aprontando, gravado nessa cidade da festa.

P.S.: quando foram a Larnaka não bebam a água que jorra da fonte na orla! Ela contém agentes químicos prejudiciais à saúde!

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15 pensamentos sobre “Chipre – Larnaka

  1. Muito boa a materia!!! Me diz uma coisa, estou fazendo um intercambio em Riga (Letônia) e gostaria de passar o ano novo no Chipre porque quero um lugar quente para a virada. Vc tem alguma ideia de cidade boa no Chipre? E qual a media de temperatura durante dezembro e janeiro? Da pra tomar banho de praia? shaushaushuasa… E como é o custo de vida lá? As coisas são baratas?
    Vlws… Abraços! =D

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    • Salve, Rafael!

      Olha, não sei como é a virada lá. Estive no começo de dezembro no país e tudo estava bem morto, especialmente a cidade onde os estudantes britânicos vão para acabar com os próprios fígados (Ayia Napa). Todas as baladas fechadas. Parecia cidade fantasma. Todavia, a temperatura passou dos 30 graus e poderia muito bem ter usufruído daquela praia absolutamente deserta em Larnaka (onde me hospedei nos primeiros dias, antes de ir para Nicósia). Sobre custos, não achei nada absurdo, todavia, foi o primeiro país visitado nesse mochilão e, portanto, grana não era a minha preocupação naquele momento (embora não esbanjasse, claro!). Todavia, gastei um pouco mais na hospedagem, já que fiquei num hotel budget, pois não havia albergues abertos naquela época do ano. Espero ter ajudado, ragazzo, e valew pela visita! Abraços!!!

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  2. Pingback: Chipre – Nicósia – A última capital dividida. | Viaje por Dois

  3. Pingback: Chipre – Ayia Napa e Lemessos | Viaje por Dois

  4. Adorei …fiquei com vontade de conhecer. Ficarei aguardando as fotos e a história da sua viagem para a Croácia…..já que será a minha próxima viagem. Beijos

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  5. Cara, fantástico! Achei D+ a iniciativa do blog e mais ainda a história ou esse diário de bordo que fizeste. Deu água na boca de conhecer tbm
    Parabéns! !!
    Abraços

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  6. Cara, fantástico! Achei D+ a iniciativa do blog e mais ainda a história ou esse diário de bordo que fizeste. Deu água na boca de conhecer tbm
    Abraços

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