A bela Heidelberg

Heidelberg

Heidelberg é considerada uma das cidades mais bonitas da Alemanha.

Às margens do Rio Neckar, Heidelberg fica a 90km ao sul de Frankfurt am Main e, assim como Évora (em Portugal), pode ser conhecida em apenas um dia.

Domingo, 23 de outubro de 2011: Saímos – meu irmão e eu – de Frankfurt por volta das 9h… em menos de 1 hora de viagem, chegamos à bela cidadezinha que, além de turística, é universitária. A conceituada Universidade de Heidelberg, fundada em 1386, conta com 30.000 estudantes e torna a cidade mais jovem e vibrante.

Como a maioria das cidades alemãs (ou seriam todas?), Heidelberg é muito bem organizada e, apesar de ser 4 vezes menor do que São Bernardo do Campo (cidade onde moro), encontrar um lugar pra estacionar o carro é facílimo. A 5 minutos a pé do centro histórico há um estacionamento subterrâneo enorme e os valores cobrados são bem justos…  (como eles conseguem e nós não?)

Comecei a visita pela Alte Brücke (vista na foto de abertura) e Brückentor.

(clique nas fotos para vê-las nos tamanhos originais)

A Alte Brücke é a ponte velha da cidade, construída entre 1784 e 1788. Em 1945, já no fim da Segunda Guerra Mundial, soldados alemães explodiram a ponte para deter o avanço das tropas aliadas. A reconstrução se iniciou no ano seguinte.

O Brückentor, que fica junto à ponte, é o antigo portão que guardava uma das entradas de Heidelberg.

No caminho para o castelo (Schloss Heidelberg, um dos mais visitados da Alemanha), passei pela Marktplatz, onde se localiza a antiga prefeitura (Rathaus).

O prédio original da Prefeitura foi destruído durante a Guerra dos Nove Anos (1688-1697) e reconstruído entre 1701 e 1703. Foi reformado e ampliado, em estilo barroco, no ano de 1883.

Também na Marktplatz é possível ver uma fonte com a imagem de Hércules (clique na foto pra ampliar). Foi construída em 1703 e simboliza o esforço “hercúleo” da população na reconstrução de Heidelberg após a Guerra dos Nove Anos.

É na Marktplatz que também se vê a Heiliggeistkirche (Igreja do Espírito Santo), a mais antiga da cidade, construída entre 1400 e 1441. E, ao lado da igreja está a construção mais antiga da cidade, a Haus zum Ritter, datada de 1592 e que sobreviveu às guerras que atingiram a cidade. Foi residência de um rico comerciante de tecidos, depois chegou a abrigar a Prefeitura e hoje dá lugar a um hotel e um restaurante.

  

Próxima à Marktplatz também está a Jesuitenkirche, construída entre 1712 e 1751 para os jesuítas que chegaram a Heidelberg em 1698.

O centro histórico é pequeno, mas cheio e restaurantes, cafés e lojinhas. Vi por lá uma loja com vários LPs na vitrine. Dois deles me chamaram a atenção: The Dark Side of the Moon (Pink Floyd) com o prisma em fundo amarelo e Help (The Beatles), com o símbolo da Shell. A loja estava fechada (era domingo), então, não deu para fazer compras… O Help custava €18,90… De volta ao Brasil, acabei descobrindo tratar-se de uma raridade. Foi uma edição especial, com apenas 2000 cópias distribuídas para empregados da Shell em 1979, e nunca vendida em lojas… Ao menos é isso que diz neste site: http://www.discogs.com/Beatles-Help/release/2350739  Se, de fato, for um original (capa + LP), acho que vale muito mais do que meros €18,90…

O LP do Pink Floyd, chamado “The Alternate Side of The Moon” parece ser menos raro, mas é item de colecionador. Contém os registros das sessões de gravação do The Dark Side of The Moon. Informações obtidas no site Collectors Music Reviews.

Realmente, uma pena a loja estar fechada… Mas, existe uma filial em Berlin e penso seriamente em fazer uma visitinha … Se eu encontrar o Help (por €18,90) será meu!

Ao Castelo (Schloss Heidelberg) cheguei a pé, mas é possível subir com um funicular (perde-se um pouco da vista durante a subida).

O castelo é símbolo de Heidelberg. É um complexo residencial construído e diversas vezes ampliado entre os séculos XIII e XVII. As fortificações de estilo gótico, mais antigas, hoje estão em ruínas. E as reformas do século XVI deram ao castelo belas residências de estilo renascentista.

No complexo do castelo, no edifício Ottheinrichsbau (não tenho ideia de como se fala esse nome!), funciona o Museu Alemão da Farmácia (Deutsches Apotheken Museum). A coleção é bem interessante, com 20.000 itens que abrangem o período desde a Idade Média até o século XIX.

  

O Museu da Farmácia foi fundado em 1937 e aberto em Munique, em 1938. Devido à Segunda Guerra, teve seu acervo transferido para a cidade de Bamberg e em 1958 foi oficialmente reaberto em Heidelberg.

O castelo proporciona ótima vista de Heidelberg e do Rio Neckar.

  

De volta ao centro histórico, “parada para reabastecimento”. E como descendente de italiano sempre sente saudade da “pasta”, dessa vez almocei num “ristorante”: Mercato, que fica na Fischmarkt, 7. Escolhi penne al gorgonzola e um apfelsaft (suco de maçã, tradicional na Alemanha) e gastei ao todo €13,40 (menos do que numa refeição semelhante em São Paulo). Como eu lembro desses detalhes? Meu sexto sentido não me permitiu jogar fora as notas de todas as compras feitas durante a viagem… (será TOC?)

Após o almoço, cruzei a Alte Brücke em direção ao Caminho dos Filósofos (Philosophenweg), que recebeu esse nome, diz-se, devido ao fato de universitários, professores e filósofos caminharem pelo lugar em busca de inspiração. O caminho, praticamente um labirinto, é bastante íngreme no início (péssima ideia ir após o almoço…) e cheio de mirantes, com belas vistas da cidade e do castelo. Num desses mirantes, encontrei um grupo de amigos já na faixa dos 60 anos, jogando conversa fora regada a champagne… Uma das senhoras já veio ao Brasil e conhece o Rio de Janeiro e algumas praias do Nordeste… Um outro senhor,  americano morador de Heidelberg, ofereceu-se para fazer uma foto minha e do meu irmão e ainda recomendou que fôssemos a Garmisch-Partenkirchen, já nos alpes bávaros, região onde está o ponto mais alto da Alemanha, o Zugspitze. Infelizmente, não deu pra incluir no roteiro… fica para uma outra vez… Conversamos com eles por uns 10 minutos… Gente bem simpática!

  

Dá pra conhecer um pouco da cidade em apenas um dia, como fiz. Mas Heidelberg merece uma parada de dois dias para ser explorada com mais calma.

Já esteve por lá? Divida com a gente suas experiências e impressões nos comentários!

Quer mais informações sobre Heidelberg? Aqui um site bem organizado : Heidelberg Marketing (clique)

Visite também a página do Viaje por Dois no Facebook (clique e curta). Logo mais, outras fotos de Heidelberg por lá!

Até a próxima, viajantes!

(Quer saber como preparo meus roteiros de viagem? Clique aqui !)

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9 thoughts on “A bela Heidelberg

  1. Muito legal, Monika. Estou indo para lá em maio e estava numa dúvida cruel: vou chegar às 10 da manhã de um dia e sair no dia seguinte para Paris. A que horas sair para Paris? Cedinho ou mais tarde? Seu post me deu segurança de que eu consigo explorar Heidelberg só no primeiro dia. Mas, que eu adoraria ter mais tempo, isso é certo.

    • Olá Fernando! Obrigada pela visita ao blog!
      De Heidelberg a Paris, a média de viagem é de umas 4,5 horas. Então, acredito que dê pra sair por volta de meio dia (tanto para ir de carro como de trem). Mas tudo depende de aproveitar ou não a tarde em Paris logo na chegada (em maio já começa a escurecer mais tarde…então, talvez seja uma boa ideia sair bem cedo de Heidelberg). Se estiver de carro, dá pra viajar com mais tranquilidade e é possível fazer um desvio até Strasbourg (fica a 1h30 de Heidelberg), parar para almoço e então seguir para Paris.
      Depois volte aqui para contar o que viu em Heidelberg, ok?
      Abraços!

  2. Pingback: Retrospectiva 2013 | Viaje por Dois

    • Oi Natalie!
      Que notícia boa! Fiquei bem feliz! Principalmente porque Heidelberg é uma das cidades que mais gosto dentre as que já visitei.
      Espero que esse post possa ajudar muita gente a se divertir por lá também!
      Grande abraço!

  3. Adorei Monika!! Comentamos hoje sobre essa cidade e pretendemos conhece-la no próximo feriado!!!
    Uma pena mesmo que a loja estava fechada, mas esse é o problema de conhecer as cidades aos domingos aqui na Alemanha, praticamente tudo é fechado…rsrs
    Bjooo

    • Aline, tenho certeza de que vocês vão gostar muito.
      Vejam se, de repente, vale mais a pena começar pelo Philosophenweg e ir até o ponto mais alto (eu não tive pique…hehe).
      E daqui a exatamente um mês estarei por aí pra explorarmos Aachen!
      Beijos.

  4. Lindíssima cidade. Estive lá em 2006. Parada obrigatória para quem quer conhecer a Alemanha. E não deixem de visitar a loja de chocolates “Studentenkuss”. Esta loja surgiu por volta de 1600 como um café. Após as aulas estudantes se encontravam para “paquerar” no café. Mas como essa prática era proibida na época o dono da loja elaborou chocolates que eram oferecidos às moças pelos rapazes da época. Muito romantico e bem bonitinho…
    A cidade também foi residencia do piloto Nelson Piquet, e seu filho Nelsinho nasceu lá…

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